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LOA de 2026 autoriza criação e provimento de cargos, além de gratificações no funcionalismo

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06 de fevereiro, 2026

No caso do Poder Executivo, que concentra maior parte dos servidores da máquina pública, lei permite mais de 38 mil novas vagas, 78% para Educação e até 79.800 provimentos

A Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2026 autorizou a criação e o provimento de cargos, funções e gratificações nos três poderes (Executivo, Legislativo e Judiciário), na Defensoria Pública da União (DPU) e no Ministério Público da União (MPU).

Sancionada no último dia 15, a LOA autorizou a criação de até 38.481 cargos efetivos no Poder Executivo federal, que concentra a maior parte de servidores públicos da administração pública. Do número total de novas vagas, 78% são voltadas para a área de Educação.

Além disso, foram criadas 36.980 gratificações exclusivas para servidores do Executivo, cuja implementação está associada à reestruturação das carreiras administrativas previstas no Projeto de Lei (PL) 6.170/2025, enviado ao Congresso Nacional em 2025.

Ainda no Poder Executivo federal, a LOA autorizou até 79.800 provimentos, dos quais:

* 11.300 são cargos efetivos vagos de diferentes órgãos e áreas da Administração
* 22.600 em bancos de professores e técnicos administrativos da Educação
* 36.900 referentes às gratificações de servidores em cargos já ocupados
* 8.200 em fixação de efetivos militares, referente à mudança de patente e progressão de carreira para agentes já na ativa
* 578 provimentos para as forças de Segurança Pública do Distrito Federal (DF)

Criação de cargos x provimento

O Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) explicou que os números sobre criação de cargos e provimento são apresentado separadamente porque a criação de cargos antecede o provimento. Diferente da gratificação, que a LOA já traz a criação e a proposta de provimento.

No caso dos provimentos previstos para este ano, estão as 3.600 novas vagas da segunda edição do Concurso Nacional Unificado (CNU) e ao menos 22,.500 vagas na área da Educação, voltadas para a formação das equipes dos novos Institutos Federais de Educação.

O MGI lembra que o LOA tem caráter autorizativo, ou seja, ela prevê as despesas que podem ser executadas.

Para o poder Executivo, a lei reserva cerca de R$ 1,5 bilhão em despesas primárias para provimentos de cargos efetivos, R$ 1,8 bilhão para o banco de professores e técnicos na educação, R$ 378 milhões para a progressão de carreira dos militares, R$ 545 milhões para o pagamento de 36.980 gratificações exclusivas criadas, e R$ 42,6 milhões para a fixação do efetivos das forças do DF.

Fonte: Extra (RJ)