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TCU mantém benefícios do INSS em lista de alto risco apesar de redução na fila

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31 de agosto, 2026

Auditoria aponta aumento de indeferimentos e falhas tecnológicas, enquanto INSS destaca redução do estoque de pedidos e das pendências fora do prazo legal

O Tribunal de Contas da União (TCU) decidiu manter a concessão e o pagamento de benefícios previdenciários do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) na Lista de Alto Risco da administração pública federal. A decisão ocorre apesar da redução significativa da fila de requerimentos em análise ao longo de 2026.

Segundo os dados apresentados pelo governo, o estoque de pedidos caiu de 3,1 milhões em janeiro para cerca de 1,3 milhão em agosto. Para o TCU, porém, a melhora quantitativa não foi suficiente para solucionar problemas relacionados à qualidade das análises, aos sistemas utilizados pelo órgão e ao cumprimento dos prazos.

Entre janeiro e maio de 2026, o número de requerimentos indeferidos aumentou 70% em relação ao mesmo período do ano passado. O volume de negativas atingiu o maior patamar desde 2021. A auditoria do TCU estima ainda que aproximadamente 16% dos benefícios negados no período tenham sido indeferidos de maneira indevida.

Parte dos problemas está relacionada ao uso de sistemas automatizados na análise dos benefícios. Instabilidades e interrupções nas plataformas administradas pela Dataprev provocaram um prejuízo operacional estimado em R$ 233,2 milhões entre o fim de 2024 e o início de 2026.

De acordo com os dados analisados pelo TCU, os problemas tecnológicos reduziram em 15,7% a capacidade de trabalho das centrais responsáveis pela análise dos requerimentos.

Fonte: Correio Braziliense