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Justiça suspende ponto eletrônico no Hospital de Base do DF

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01 de outubro, 2012 por Poliana Nunes

O Tribunal de Justiça adiou por 30 dias a implantação do ponto eletrônico no Hospital de Base do Distrito Federal. A decisão atendeu ao pedido do Sindicato dos Médicos do DF, que afirma ser necessário mais tempo para verificação do sistema e para a entrega dos cartões de acesso aos funcionários.O cartão eletrônico de acesso e verificação de frequencia começaria a ser adotado a partir desta segunda (01). A Secretaria de Saúde tem a intenção de implantar o sistema em todas as unidades do DF. A primeira a utilizar o recurso seria o Hospital de Base.Para o presidente do Sindicato dos Médicos do DF (SinMédico), Gutemberg Fialho, o prazo para adaptação ao novo sistema foi muito curto. “O ponto eletrônico é uma reivindicação do próprio sindicato, até por questão de segurança. O que não queremos é a implantação atabalhoada e desorganizada. O prazo de quatro dias para retirar o cartão no hospital, sendo um sábado e um domingo, e sem que o sistema fosse testado poderia gerar problemas.”Fialho afirma que os funcionários de centro saúde do DF têm sido vítimas frequentes de furtos. Ele cita outros problemas de segurança nas unidades, como o da mulher que sequestrou dois recém-nascidos no Hospital Regional de Brazlândia, em setembro.O secretário de Saúde do DF, Rafael Barbosa, afirmou que o GDF vai recorrer da decisão da Justiça. "Essa discussão foi feita com os trabalhadores do SUS e com o próprio sindicato. Contamos com o apoio da população. No primeiro mês vamos verificar a presença dos profissionais também no papel. Sinceramente eu não entendo por que o sindicato quis suspender a implantação do ponto eletrônico."Ponto eletrônicoA implantação do sistema nas unidades de saúde do DF foi anunciada no primeiro semestre deste ano. A medida foi a maneira encontrada pelo GDF para controlar as horas extras dos médicos.Em 2011, o GDF gastou R$ 94 milhões com horas adicionais a profissionais de saúde. No primeiro trimestre de 2012, foram mais de R$ 27 milhões – 43% a mais que o mesmo período do ano anterior. Só no último mês de março, um grupo de 136 servidores da área da saúde recebeu R$ 1,8 milhão em horas extras.Fonte: G1 – 01.10.2012

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