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Sintfub continua pressão pelos empregos dos terceirizados da UnB

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21 de janeiro, 2016 por Poliana Nunes

Em assembleia realizada na manhã desta terça-feira (19), os trabalhadores terceirizados da UnB, organizados pelo Sintfub, mostraram que estão dispostos a realizar manifestações e paralisação caso haja demissão com o fim dos contratos entre a Universidade e as empresas Planalto e Ágil de prestação de serviços. Em reunião realizada nessa segunda-feira (18) com o Sintfub e a CUT Brasília, o reitor da UnB, Ivan Camargo, afirmou que o objetivo da administração superior da instituição de ensino é garantir todos os postos de trabalho dos terceirizados dessas empresas.

Segundo Camargo, os quatro contratos firmados com a Planalto e a Ágil – que prestam serviço de manutenção, transporte e parques e jardins  na UnB – foram renovados cinco vezes e, legalmente, devem passar por nova licitação. Ele explica que, ao invés de quatro, agora serão nove contratos que abrangerão os serviços prestados.

Durante a reunião, Ivan Camargo afirmou aos dirigentes sindicais que a maioria das licitações será finalizada ainda neste mês de janeiro. Com isso, os trabalhadores que estão de aviso prévio até a primeira quinzena de fevereiro não seriam prejudicados, pois deverão ser recontratados na sequência pelas empresas vencedoras das licitações. Entretanto, o reitor da UnB fez a ressalva de que os contratos de manutenção de sistema elétrico e manutenção de sistema hidráulico, provavelmente, não terão a mesma agilidade, já que a finalização da licitação poderá ser mais demorada, provocando período de inatividade aos empregados entre a demissão e a recontratação.

“O Sintfub está levantando o número de trabalhadores terceirizados que se enquadram nas modalidades de manutenção de sistema elétrico e manutenção de sistema hidráulico, bem como nas demais. Teremos todos os números para podermos viabilizar não só a manutenção dos empregos, mas também a agilidade da recontratação de todos os trabalhadores. O Sintfub não vai permitir que nenhum trabalhador fique prejudicado, esperando em casa um telefonema de empresa”, afirma o coordenador geral do Sintfub, Mauro Mendes.

Garantia de emprego

Durante a reunião com o Sintfub e a CUT Brasília, o reitor da UnB, Ivan Camargo, afirmou que o corte atingirá a parcela de trabalhadores terceirizados que estão em desvio de função, realizando atividades de servidores concursados de carreira.

De acordo com os números da própria administração superior da Universidade, cerca de 240 terceirizados se enquadrariam nesse perfil. O número corresponde ao corte de 20% dos terceirizados da UnB, já anunciado pela Universidade como uma exigência do Tribunal de Contas da União.

“A gente não vai permitir que nenhum trabalhador terceirizado que esteja em situação legal perca o emprego. Desde o início, estamos acompanhando este processo de perto e, se for o caso, realizaremos as ações necessárias para garantir nossos postos de trabalho. Sabemos que a UnB tem poder político para garantir o emprego de todos os terceirizados que prestam serviço a esta Universidade, na maioria das vezes, há mais de 20 anos”, disse o coordenador geral do Sintfub, Mauro Mendes. O Sintfub defende o concurso público para atividades de carreira, mas é contra prejudicar trabalhadores que não foram os causadores dos desvios de função ao longo de mais de duas décadas.

Para o presidente da CUT Brasília, Rodrigo Britto, não há motivo para que nenhum terceirizado perca o emprego. “O reitor da UnB se comprometeu a garantir empregos. Agora, temos que ficar de olho e pressionar para que isso saia já do papel. A CUT está junto com o Sintfub e junto com os terceirizados da UnB e não pensaremos duas vezes na hora de engrossarmos atos, manifestações e paralisações, caso isso seja necessário”, se comprometeu o dirigente CUTista.

Fonte: CUT Brasília

 

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