Presença de mulheres em cargos de liderança do funcionalismo federal caiu desde 2008, diz TCU
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02 de abril, 2025
TCU realizou auditoria e apontou necessidade de programas de capacitação para mulheres no serviço público
O Tribunal de Contas da União realizou uma auditoria para avaliar a participação das mulheres e a igualdade de oportunidades em cargos de liderança no funcionalismo público. Segundo o relatório de fiscalização, divulgado na última semana, apesar do percentual de servidoras do sexo feminino ter aumentado entre 2008 e 2024, a presença na alta liderança caiu de 44,2% para 41,5%.
A ocupação de cargos de natureza especial é ainda menor quando se trata de mulheres negras. Em cargos de DAS-6, como secretário nacional ou presidente de fundação, 3,3% são ocupados por mulheres negras, comparado a 70,9% por homens brancos.
A fiscalização do TCU busou avaliar se a Meta 5.5 do Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS-5), relacionada à promoção da igualdade de gênero e raça em cargos de liderança no Poder Executivo Federal, vem sendo cumprida. E constatou a dificuldade:
— A existência de barreiras invisíveis, mas reais, impedem a ascensão de mulheres a posições de liderança e decisão, apesar de suas qualificações e competência —afirma o relator e ministro Aroldo Cedraz.
Segundo ele, as políticas e práticas para promover a ascensão feminina em cargos de liderança na Administração Pública Federal ainda são iniciais e fragmentadas. Para mudar o cenário, o relatório aponta como saída a adoção de políticas claras e programas de capacitação para desenvolver habilidades de liderança entre as mulheres.
Na política
O trabalho foi conduzido pelo Tribunal de Contas do Município de São Paulo (TCM/SP), com a participação de diversos Tribunais de Contas estaduais, além do TCU.
A auditoria também levantou dados da participação feminina na política. No Congresso Nacional, elas são menos de 20% dos parlamentares, enquanto nos cargos executivos municipais e estaduais a ocupação é de 12% e 7,4%, respectivamente. Os dados indicam ainda que o Brasil está na 133ª posição global em representação feminina na política, sendo o último entre os países da América Latina.
Fonte: Extra (RJ)