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O Globo: deficiência grave atinge 17 milhões de brasileiros

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17 de novembro, 2011

O Censo de 2010 contabilizou mais de 17 milhões de pessoas com pelo menos alguma deficiência considerada severa – o mesmo número de pessoas que habitavam o Brasil em 1900. Elas representam, hoje, 6,7% do total da população brasileira. Essas deficiências foram agrupadas em quatro diferentes tipos de problemas: visual, auditivo, motor e mental. Dentre eles, o problema que mais atinge os brasileiros de forma grave é o visual: 3,5% da população.- A deficiência visual, dentre as deficiências que o IBGE investigou, é o maior problema e o mais frequentemente apontado pelos entrevistados – afirmou a presidente do IBGE, Wasmália Bivar.Homens e mulheres com deficiência severa são aqueles que responderam possuir "grande dificuldade" ou "não conseguir de modo algum" exercitar as funções visual, auditiva ou motora — além dessas duas opções, o recenseado podia responder que tinha "alguma dificuldade" ou "nenhuma". A deficiência mental foi considerada apenas entre as resposta "sim" e "não". A resposta "sim", neste caso, indica a existência de uma deficiência severa.Os brasileiros que têm "algum problema" visual representam 15,3% da população; os que têm "grande problema", 3,2%; e os que "não conseguem" enxergar representam 0,3%.1,4% dos brasileiros tem deficiência mentalJá a deficiência motora faz parte da vida de 4,6% das pessoas na forma mais leve; traz grande dificuldade a 1,9% da população; e é extrema em 0,4% dos brasileiros.A audição é um problema para 4% das pessoas, enquanto traz "grande dificuldade" para 0,9% e não existe para 0,2% dos brasileiros. No último grupo de deficiências, a mental, estava 1,4% das pessoas procuradas pelo Censo.Em 2010, 1,1% da população tinha deficiência auditiva severa e 2,3% tinham problemas motores tão graves quanto. Wasmália afirmou que os dados sobre deficientes podem ser importantes para o direcionamento de políticas públicas.O IBGE dispunha de dados sobre o tema no Censo de 2000. No entanto, a mudança metodológica impossibilitou a comparação dos dados coletados em 2010.- Houve mudanças nas recomendações internacionais sobre a forma de tratar o tema. Isso justamente para melhorar a captação – disse a presidente do IBGE.Fonte: O Globo – 17/11/2011