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Maia deve usar MP 873 como moeda de troca para aprovar Previdência

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06 de março, 2019

Se os deputados insatisfeitos com as mudanças no pagamento da contribuição sindical quiserem derrubar a medida provisória sobre o tema (MP 873), terão que votar a favor da reforma previdenciária. É nessa linha que o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, será aconselhado a levar a negociação com os partidos dentro do Congresso.

Porém, se o presidente Jair Bolsonaro insistir que não há hipótese de voltar atrás nessa questão — e tudo indica que não haja —, ele que se resolva com os partidos e com as batalhas judiciais que virão na seara sindical. Essa negociação em troca da reforma é o máximo a que os potenciais aliados do governo na Câmara aceitam chegar.

A MP 873 é vista entre os congressistas como algo que chega ao parlamento em péssima hora, momento da negociação da reforma previdenciária. O governo sequer consultou Rodrigo Maia ou os líderes a respeito, embora tenha recebido os congressistas na semana passada.

Assim, se o governo não acha que deve dar satisfação dos seus atos, os congressistas também não se sentem na obrigação de aprová-los. Moral da história: o carnaval nem terminou e o governo já se vê em outra confusão.

Ideologia versus economia

Os parlamentares consideram que o presidente Jair Bolsonaro está chegando a um ponto em que será obrigado a fazer uma escolha: ou toca a pauta ideológica ou a econômica, leia-se reforma previdenciária. Se ficar com a ideológica, corre o risco de perder as duas.

Toma que o filho é teu

A dificuldade de diálogo no governo está afunilando a lista de partidos para relatar a reforma da Previdência. Por esses dias de folia, a aposta de muitos líderes é que o texto fique mesmo com o PSL.

Por falar em Previdência…

A avaliação geral é a de que a desconstitucionalização do tema Previdência não passa. É que o parlamento não quer perder o direito de mexer nesse assunto por ampla maioria. Além disso, essa mudança não proporciona qualquer impacto fiscal agora.

… a desconfiança impera

Entre os deputados, há a certeza de que o governo só quer a desconstitucionalização. No mais, eles consideram que o projeto é muito parecido com o do presidente Michel Temer. Logo, se fosse apenas para tratar da questão fiscal, teriam apresentado, para ganhar tempo, uma emenda aglutinativa ao que já estava no Legislativo.

Fonte: Blog da Denise – Correio Braziliense