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Fechado primeiro acordo com Andes e o Governo

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29 de abril, 2014 por Poliana Nunes

Rio – O Ministério da Educação e o Andes-SN (Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior) formalizaram o primeiro acordo sobre os três pontos conceituais da reestruturação da carreira docente. A etapa era uma das exigências da entidade para que a categoria desse prosseguimento às discussões sobre o tema.

Segundo a presidenta do sindicato nacional, Marinalva Oliveira, a categoria tem motivos para cobrar compromissos oficiais do governo, “uma vez que a experiência anterior foi de recorrentes reuniões sem quaisquer resultados”. O documento foi assinado pelo secretário de Educação Superior do Ministério da Educação, Paulo Speller.

Os três termos tratam diversos temas separados por área. Por exemplo, será reconhecido como conceito no texto da lei a autonomia das instituições para que os critérios de desenvolvimento dos docentes na carreira sejam definidos no âmbito do Plano de Desenvolvimento Institucional, resguardada a supervisão pelo Ministério da Educação.

Também foi acordado que será fixado como conceito no texto da lei os percentuais definidos para a valorização de cada uma das titulações. Também, a relação percentual constante entre regimes de trabalho, com valorização da Dedicação Exclusiva. Com isso, a combinação deste três elementos estará integrada, compondo o vencimento de cada professor, segundo a instituição quanto ao nível na carreira, a titulação e o regime de trabalho.

Segundo Marinalva, o documento firmado pelo Ministério da Educação é uma sinalização de que o Poder Executivo reconheceu que a carreira docente foi desestruturada ao longo dos anos. A presidenta ressaltou em nota que “há um espaço para avançarmos, mas qualquer possibilidade de efetivação do que foi tratado durante a reunião ou do que viremos a acordar daqui para frente vai depender da força e intensificação da mobilização de categoria.”

Na última semana, o Andes-SN divulgou moção de apoio à paralisação dos servidores da educação básica, profissional e tecnológica. Segundo o Sinasefe, representante da categoria, a greve iniciou dia 21 e tem adesão em 11 estados. Seções sindicais ainda promovem assembleias para definir o quadro da paralisação.

Segundo o Andes-SN, “é necessário que o governo federal tenha compromisso com a educação pública gratuita, de qualidade e socialmente referenciada para todos os cidadãos brasileiros.”

Fonte: O Dia

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