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DIAP: LIMINAR OBRIGA USP A READMITIR FUNCIONÁRIO SINDICALISTA DEMITIDO

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17 de junho, 2009 por Poliana Nunes

Uma liminar concedida pela 26ª Vara da Justiça do Trabalho na semana passada e entregue na segunda-feira (15) à Reitoria da Universidade de São Paulo (USP) determina a readmissão do sindicalista Claudionor Brandão ao quadro de funcionários da universidade.
Essa era uma das reivindicações de greve do Sindicato dos Funcionários da USP (Sintusp).
A Reitoria ainda não se manifestou sobre a decisão judicial.
Ele havia sido demitido em novembro de 2008 após ser condenado em um processo administrativo por reincidência.Brandão é filiado ao sindicato desde 1988 e já foi três vezes da diretoria e participou de 12 greves.
Na semana passada, ele chegou a ser detido e levado à delegacia quando manifestantes grevistas entraram em confronto com a Polícia Militar. “Foi uma vitória dos trabalhadores, foi uma vitória do movimento”, afirmou Brandão, 52 anos.
“Isso prova que a USP não agiu de acordo com a lei. Patrão nenhum pode demitir dirigente sindical sem abrir um inquérito na Justiça do Trabalho”.
Ele é técnico em manutenção de refrigeração e ar condicionado e trabalha há quase 22 anos na instituição.
Segundo ele, um dos processos abertos data de 2002 e o acusa de jogar um produto químico em um dos laboratórios da universidade. Brandão diz que nem estava no local.
Em outro processo, ainda de acordo com ele, a universidade afirma que ele participou em 2005 de uma invasão da biblioteca da FAU para apoiar funcionários em greve.
Ele nega a invasão e diz que o objetivo era pressionar para que houvesse aumento das verbas para as universidades paulistas. No ano seguinte, ele afirma que participou de uma manifestação em frente à Reitoria para apoiar funcionários terceirizados da universidade.
“O sindicato desses trabalhadores veio até o campus e começou a nos bater. Eu tentei entrar na Reitoria para telefonar. Bati no vidro e o vidro cedeu. Fui condenado acusado de desvio da função sindical”, afirma.
A punição terminou em demissão por causa da reincidência. Houve até uma acusação de assédio sexual feita pela mulher de um outro sindicalista oponente.
“Isso aconteceu para me desmoralizar por faltavam dois meses para inscrição para as chapas na eleição do sindicato”, diz.
Fonte: Agência DIAP

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