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Correios tentam superar atrasos

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14 de outubro, 2011 por Poliana Nunes

Depois de quase um mês em greve — paralisação que infernizou a vida dos consumidores—, os funcionários dos Correios voltaram a trabalhar ontem. Apesar de a empresa e de os sindicatos dos trabalhadores garantirem que os serviços serão normalizados em, no máximo, 10 dias, a perspectiva é de que as cerca de 185 milhões de entregas atrasadas só sejam colocadas em dia em quatro semanas, no mínimo. A estatal corre contra o tempo. Não sem motivo. No período em que seus funcionários ficaram de braços cruzados, acumulou perdas de aproximadamente R$ 130 milhões. No Distrito Federal, cerca de 9,3 milhões de correspondências estão pendentes.Rogério Ubine, diretor nacional da Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios e Telégrafos e Similares (Fentect), reconheceu que há muitos documentos acumulados, mas endossou que é possível normalizar o serviço no prazo previsto pela estatal. "A greve só agravou uma situação que já estava ruim, devido à falta de profissionais, mas creio que, em 10 dias, já dá para colocar a casa em ordem", ponderou. No entender de Ubine, faltou mais diálogo por parte dos Correios, o que, segundo ele, poderia ter evitado que a decisão caísse nas mãos da Justiça. O Tribunal Superior do Trabalho (TST) aprovou reajuste salarial de 6,87% a partir de agosto, com aumento linear de R$ 80 em outubro, além de tíquete alimentação de R$ 25, vale-cesta de R$ 140 e vale-extra de R$ 563,50.MutirãoA recomendação da empresa é para que a população evite ir às agências para buscar encomendas e cartas. "Com a normalização dos serviços, a entrega ocorrerá nos próximos dias", divulgou os Correios, em nota. Para amanhã, está programado um mutirão para triagem e entrega de correspondências atrasadas, já como início da compensação dos dias parados dos carteiros. No feriado de quarta-feira, foram entregues 8 milhões de documentos e separados mais 17,8 milhões para serem encaminhados aos destinatários. Conforme decisão do TST, os funcionários terão de fazer hora extra não remunerada nos fins de semana até maio do ano que vem, para repor 21 dos 28 dias de paralisação. Os sete dias remanescentes serão descontados do salário.Nos centros de distribuição, a jornada de trabalho começou à 0h de ontem para os funcionários com expediente noturno, e às 8h, para os demais. Segundo o estudante Igor Barbosa de Souza, 18 anos, depois de tantos transtornos, será muito bom que a normalização do serviço se dê de forma rápida, pois espera por uma encomenda. "Comprei uma roupa pela internet há mais de 20 dias, mas até hoje não recebi", disse.Em meio à greve, os únicos a comemorar foram as empresas de transporte e logística, que tiveram aumento nos negócios para suprir a demanda que costumava ser atendida pelos Correios. Ronan Hudson, diretor da JadLog, calculou um aumento de 30% nas encomendas da empresa em setembro. "Conquistamos um número significativo de novos clientes. Cerca de 15% a 20% deles devem permanecer definitivamente conosco, após este relacionamento provocado pela greve", afirmou.Fonte: Correio Braziliense, 14/10/2011.

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