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CORREIO BRAZILIENSE: PLANOS DE SAÚDE NA BERLINDA

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08 de abril, 2011 por Poliana Nunes

 
O Dia Nacional da Saúde foi marcado por uma mobilização dos médicos pelo reajuste de honorários pagos pelas operadoras de planos privados. A estimativa da Federação Nacional dos Médicos (Fenam) é de que 80% dos profissionais aderiram ao movimento, união visível nas manifestações em várias capitais. Em Brasília, por exemplo, representantes da categoria fizeram um ato de protesto no Centro Clínico da 716 Sul. Em São Paulo, cerca de 1,5 mil médicos reuniram-se em uma passeata pelas ruas da cidade. Algumas clínicas também manifestaram solidariedade aos profissionais e se recusaram, inclusive, a prestar atendimento a pacientes sem convênios — que pagam pela consulta.
 
Na capital federal, sete clínicas fecharam as portas para planos de saúde só no Centro Clínico Sul. “As práticas dos planos de saúde também são prejudiciais às clínicas. Há muita burocracia para a autorização de exames. Em muitos casos, o paciente pensa injustamente que a culpa é nossa, mas, na verdade, somos reféns dos convênios”, declarou Alaôr Barra Sobrinho, dono da Imagens Médicas de Brasília (Imeb), que aderiu ao protesto. Os médicos do lugar só atenderam as emergências. Nos maiores hospitais de Brasília, viu-se uma cena pouco comum: salas de espera completamente vazias.
 
Impacto
A categoria reivindica reajuste no valor mínimo de reembolso das consultas de R$ 30 para R$ 60. Líderes nacionais da paralisação consideraram que o protesto foi um sucesso. Cid Carvalhaes, presidente da Fenam, avaliou a mobilização como a maior da categoria nos últimos 15 anos. “Só vi tamanha adesão na campanha das Diretas Já e durante o impedimento de Collor”, comparou. O vice-presidente do Conselho Federal de Medicina (CFM), Aloísio Tibiriçá Miranda, também comemorou: “Foi muito boa a resposta dos médicos, com protestos nos grandes centros urbanos.”
 
Um levantamento preliminar da empresa Orizon, especializada em integrar informações de cobrança entre unidades de saúde e operadoras, apontou que durante as primeiras 12 horas da paralisação houve uma queda de 36% nas consultas em todo o Brasil. O Distrito Federal foi a terceira unidade da Federação onde a greve teve maior impacto, com redução de 61% nos atendimentos de planos de saúde. Os maiores transtornos ocorreram na Bahia, onde queda chegou a 73%, seguida de Pernambuco, com 68%.
 
Enquanto os médicos fazem barulho, a Associação Brasileira de Medicina de Grupo — representante das operadoras — mantém distância do debate. Em nota, a entidade afirmou que o valor dos honorários é de livre negociação entre prestadoras e médicos. Já a Federação Nacional de Saúde Suplementar (Fenasaúde), representante dos seguros de saúde, informou que o reajuste médio das consultas de suas afiliadas variou entre 83,33% e 116,30% entre 2002 e 2010. A vice-presidente daUnião Nacional das Instituições de Autogestão em Saúde (Unidas), Maria Beatriz Coacci Silva, disse ao Correio que a entidade está aberta a negociações.
 
FONTE: CORREIO BRAZILIENSE – 08/04/2011
 

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