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CORREIO BRAZILIENSE: GREVE DE 24 HORAS NO ITAMARATY

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10 de junho, 2008 por Poliana Nunes

Pela primeira vez na história do Ministério das Relações Exteriores, oficiais e assistentes de chancelaria paralisam as atividades, adotando estratégia comum a outras categorias: cruzar os braços para forçar o governo a liberar aumentos salariais. A greve de apenas 24 horas, prevista para hoje, surtiu efeito antes mesmo de ser realizada.

Ontem, no fim do dia, segundo informações do Ministério do Planejamento, representantes da pasta e do Itamaraty acertaram os valores do reajuste. Pelo menos no caso dos oficiais, os aumentos serão dados como previam os servidores.

O índice que será aplicado no salário dos assistentes ainda está sendo negociado, segundo as assessorias de comunicação dos dois ministérios. Como não foram comunicados oficialmente sobre o acordo, os profissionais da área administrativa do Itamaraty decidiram manter a paralisação, que envolve trabalhadores lotados no Brasil e no exterior.

O realinhamento salarial dos oficiais, de nível superior, prevê que a remuneração inicial passe dos atuais R$ 4,6 mil para R$ 6,2 mil, e a final, de R$ 6 mil para R$ 9,2 mil, valores aceitos pela categoria em assembléia realizada no início do ano. Já os assistentes de chancelaria, carreira que exige o nível médio, cobram um aumento que eleve o salário de início de carreira de R$ 1,5 mil para R$ 4,8 mil. A reivindicação é que a remuneração final chegue a R$ 7 mil, mais que o dobro do valor atual, R$ 2,9 mil.

A expectativa do movimento grevista é de que a adesão à greve de 24 horas seja grande entre os 843 oficiais e 632 assistentes da ativa, segundo o porta-voz da categoria, Paulo Edson Albuquerque. Em alguns países, os servidores estão parados desde ontem, como no Japão, já que a ordem das entidades que representam as categorias é que a paralisação seja realizada em todas as 24 horas de 10 de junho. Os trabalhadores decidiram cruzar os braços em função da proposta inicial feita pelo governo que previa um reajuste linear de 19%.

Com a greve relâmpago, segundo Albuquerque, fica comprometido todo o trabalho administrativo do Itamaraty, dos consulados, postos e escritórios de representação no exterior. Como, por exemplo, o envio de telegramas e documentos para o exterior, a emissão de passaportes para autoridades da República, a concessão de vistos para estrangeiros e a assistência a brasileiros que estejam no exterior.

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