Inteligência Artificial avança no serviço público
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02 de outubro, 2026
Ferramenta já faz parte da rotina dos milhões de servidores brasileiros. Para dar conta, entes correm para oferecer capacitação e orientação
Não é mais coisa do futuro. A inteligência artificial (IA) já faz parte da rotina de trabalho de uma boa parcela dos milhões de servidores brasileiros. Como quando não se pode vencê-los, o ideal é juntar-se a eles, os órgãos públicos correm para oferecer capacitação, orientação e até manuais de como fazer bons comandos à ferramenta (confira abaixo).
À coluna, o governo federal e os governos estadual e municipal do Rio explicaram que, não somente seus agentes utilizam a ferramenta em suas tarefas, como a IA também já está presente em algumas iniciativas para prestação de serviços à população.
Dois deles, o governo federal e a Prefeitura do Rio, lançaram guias para uso da tecnologia.
Uso responsável
Na esfera federal, o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) informa que a IA pode ajudar em algumas funções, como pesquisa em informações públicas, elaboração e revisão de textos, resumo de documentos e organização de informações.
O uso deve considerar as especificidades de cada órgão, de cada atividade e da própria ferramenta. A pasta destaca que todo conteúdo deve ser “submetido à revisão humana, e que o servidor permanece responsável pela atividade realizada”. Orienta também sobre a proteção de dados.
Em entrevista à coluna em outubro passado, o secretário de Governo Digital, Rogério Mascarenhas, informou que 117 projetos e iniciativas voltados para a IA, como chatbots, estavam em fase de implantação.
Quase dez mil capacitados no Rio
Na administração estadual, o governo do Rio está estruturando o Plano de Inteligência Artificial (PIAF), coordenado pela Secretaria de Transformação Digital. A iniciativa propõe diretrizes para o uso ético e responsável da IA no funcionalismo. Em paralelo, mais de três mil agentes foram capacitados.
“A inteligência artificial já está presente em soluções utilizadas pelo governo. O Radar RJ, por exemplo, monitora automaticamente publicações do Diário Oficial, envia alertas por e-mail sobre temas de interesse e permite acompanhar processos públicos do SEI-RJ”, disse a Secretaria de Transformação Digital.
Na Prefeitura do Rio, há mais de 300 ferramentas de IA em uso. Desde maio, mais de seis mil servidores foram capacitados em produtividade, segurança digital e IA.
Na prestação de serviços, podem ser citados o “Pequenos Cariocas”, que monitora mais de seis mil crianças e gestantes, e o “IA na Vigilância Epidemiológica”, que já processou mais de 11 milhões de prontuários para ampliar a identificação de riscos à saúde pública.
Como fazer um bom prompt
Prompts são comandos, instruções, perguntas ou pedidos feitos à IA e que orientam como as respostas devem ser respondidas de forma precisa.
Em “Guia Prático de Prompt”, o MGI salienta que um bom comando deve conter contexto, ser claro e específico, definir bem o papel da IA, indicar o formato da resposta, além do tom e do estilo em que quer recebê-la.
É importante reiterar o que se deseja, caso tenha considerado a resposta insatisfatória ou o retorno não tenha sido ideal — raramente a primeira resposta será exata. Evite dar tarefas complexas, preferindo pedidos menores.
Fonte: Extra (RJ)